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Wednesday, December 9, 2009

Henry Jenkins (2008): Produzir é tão importante quanto consumir - Cultura da Convergência


Henry Jenkins, Professor e Diretor do Programa de Estudos de Mídia Comparada do MIT fala sobre a questão da "convergência" não no contexto tecnológico em que segundo o autor: "existe um aparelho mágico agrupando todas a mídias".

Ele se refere à "convergência" como um processo cultural onde o fluxo de imagens, ideías, histórias, sons, marcas e relacionamentos através do maior número de canais midiáticos possíveis".

Esse processo cultural vai estimular a participação dos usuários / consumidores da mídia nas decisões que antigamente ficavam restritas aos interesses dos veículos e marcas. Afirma Henry.


Isto quer dizer que fomos usuários passivos da mídia de muitos universos, mas que, com a chegada do "fenômeno Matriz" houve uma revolução devido a exigência de seu conteúdo com a criação de um universo entre a realidade e a ilusão, provocando nas pessoas a busca de outras mídias para poder compreender o "universo dos irmãos Wachowski". As franquias possibilitaram a construção de um conhecimento coletivo através dos games, cartoons, fóruns, entre outros, onde as pessoas trocavam conhecimentos para entender esse universo virtual/ real de Matrix.

A cultura popular participativa em que as pessoas estão participando diretamente da mída ( consumidores/produtores), é explicado por Henry Jenkins pelo surgimento de um individuo "consumidor- fruidor- produtor em "A cultura do fã". Segundo Jenkins, no século 20, o fã era a pessoa que consumia, mas não produzia. Antes, fãs assistiam a esportes sem jogar, iam a teatro sem atuar. Hoje, ainda afirma Jenkins, "os consumidores estão produzindo mídias e divulgando-as on-line" . Essas produções segundo o autor, estão as edições de podcast, discussões críticas na internet, reinventando os jogos no computador. Enfim, para o autor, "eles são o coração da cultura da convergência".

Como exemplo desses criadores THE BLAIR PROJECT-1999


Após o sucesso no cinema, A bruxa de Blair adentra no mundo dos games.Aventura e medo são as promessas dos desenvolvedores do jogo.





 The Sims (Will Wright) de acordo com Henry teve 40%  de participação dos desenvolvedores e 60% dos consumidores/ produtores.De acordo com o jogo, o usuário cria uma vida comum. Por exemplo ele tem um terreno, cria uma casa(com uma verba de iniciante)na qual tem que administrar. O jogo ensina a ter responsabilidade com situações do dia-a-dia.




Will Wright's Spore, criador da série The Sims (acima citada).Jogo de simulação de vida.Uma criação de criaturas pelos usuários.Segundo fontes, já teriam sido criados pelos usuários mais de mil criaturashttp://games.terra.com.br/interna/0,,OI3008676-EI1702,00-Will+Wright+anuncia+sucesso+das+criaturas+de+Spore.html


O mundo virtual com tantas possibilidades é para Henry Jenkins "uma experiência de democracia e liberdade, porém com respeito aos direito autorais e se respeitando seja individualmente ou coletivamente.
Para saber mais veja a entrevista.


1 comment:

MARIETABLOGACADÊMICO said...

Olá, Márcia!
Tinha passado batido nessa diferença entre os fãs de antes e os de hoje! Legal! Você também apontou um aspecto polêmico que é são os direitos autorais, além de apresentar vários exemplos e links interessantes. Parabéns!
Abraços
Marieta